quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Meu fusca e eu


Meu fusca e eu 
15 de janeiro de 2019

Ainda me lembro do ano 1998, quando eu possuía um fusca modelo 82 em cor bege. Nessa época eu saía de casa muito cedo para ir trabalhar. No caminho de casa até a empresa, a natureza me presenteava com a sua exuberância.

A distância aproximada da minha casa até o meu local de trabalho era de uns treze quilômetros. Me lembro com prazer, como se fosse hoje! Eu me arrumava, ia para a garagem abria a porta e entrava no meu “fusquinha” bege; ligava o carro e saía.

Quem já teve um fusca, ou teve a oportunidade de andar com esse carro lendário, já sabe que o som do motor é inesquecível, inconfundível, na verdade, quase uma orquestra.

Ao sair da garagem dirigindo o meu fusca, eu me sentia feliz, pois eu podia naquela época dirigir o meu carro, quitado! Sem dívidas, era só colocar gasolina e rodar. E eu tinha apenas dezenove anos.

No caminho eu seguia dirigindo por uma bela orla marítima que segue do bairro coqueiros até a ponte que dá acesso a entrada da cidade de Florianópolis. Essa era a minha rota de segunda à sexta.

Dirigindo em direção ao centro da cidade, eu precisava atravessar a ponte que dá acesso a “ilha da magia”, como é conhecida por aqui.

De dentro do carro, no meio da travessia na ponte eu podia contemplar o nascer do sol lá no horizonte por trás da montanha. Uma visão esplendorosa!

Como aqui na região de Florianópolis faz muito calor no verão, com temperaturas que beiram os quarenta graus, eu abria aquela janelinha pequena que tem na porta, conhecida como “quebra vento” por onde entrava uma brisa agradável e refrescante que vinha do mar. Para mim, era o meu “ar-condicionado” da época.

Ao sair da ponte Pedro Ivo Campos, eu fazia um contorno para pegar a famosa avenida beira mar norte, nesse momento eu estava há uns oito quilômetros de distância do meu trabalho.

A avenida beira-mar é muito extensa, e por isso tem muitos semáforos, assim sendo eu precisava fazer diversas paradas, mas confesso, como era bom parar e olhar para o lado e ver uma linda baía com um mar azul reluzente.

Era encantador, era poder viver, era a chance que eu tinha para admirar as coisas simples da vida!

Era um tempo que não existia smartphone. Celular pelo que me lembro, eram só os analógicos, aqueles que só apareciam os números na tela, e por isso eu não tinha tempo para ficar olhando redes sociais quando parava nos semáforos, aliás, não existiam redes sociais, se não me falha a memória só existia o ICQ, um tipo de messenger, porém bem limitado e que só funcionava em computadores.

Não haviam celulares com super telas, com wi-fi, com sistemas para navegação na internet. O que me restava a fazer era contemplar a natureza. Época boa, não que hoje não seja bom, embora algumas vezes os valores para uma qualidade de vida estejam invertidos.

Eu já estava quase chegando no trabalho, eu entrava às sete horas da manhã, e como de costume chegava sempre uns dez minutos antes, vale ressaltar também que, era uma época onde cumprir horário era fundamental para poder se manter em um emprego.

Cheguei na empresa!

Estacionei o carro, fechei aquela janelinha (quebra vento), fechei o vidro manualmente, tirei o cinto, abri a porta, e saí do carro. Coloquei a chave na maçaneta, virei a chave e fechei o carro, pronto! Não tinha um botão para acionar o alarme, um botão para fechar os vidros, um botão para fechar o carro.

Era apenas 1998.

E hoje? Faz muito tempo que eu não sinto essa sensação refrescante, do vento passando pelo rosto, do tempo para contemplar o mar! Porque o celular está conectado, os vidros estão fechados e o ar-condicionado ligado!

Bons pensamentos a todos e até a próxima.

Um grande abraço,
Fernando Lapolli
Pensar bem faz bem!

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Um comentário:

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